Não foi só Kaká

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

É inegável que o talento de Kaká foi fator fundamental para a conquista do Mundial Interclubes pelo Milan no último domingo. O brasileiro teve atuação de gala diante do Boca Juniors e fechou o ano com uma atuação que lembrou as partidas contra Celtic e Manchester United pela Liga dos Campeões.

 

Mas o Milan bateu o Boca com tranqüilidade porque conseguiu colocar em prática o seu estilo de jogo, ditando o ritmo do duelo (expediente utilizado pelos argentinos nas partidas decisivas da Taça Libertadores). Os argentinos ficaram acuados, recuaram e se perderam.

 

O Boca Juniors conseguiu equilibrar a partida (mesmo com menos jogadores talentosos) até o momento em que Ever Banega não conseguiu mais acompanhar Andrea Pirlo. Aí o Milan, que já dominava a partida com Kaká e Clarence Seedorf inspirados, mas recebendo poucas bolas, decidiram a partida nos primeiros minutos da segunda etapa.

 

Não foi gratuito. Mesmo com todos defeitos (goleiro pouco confiável, ataque deficiente, centralização das jogadas pelo meio-de-campo), o Milan venceu porque tem um meio-de-campo muito forte. E se, com um elenco envelhecido não tem fôlego para competições longas, como o Campeonato Italiano, é muito forte e quase imbatível em torneios mata-mata e de tiro curto.  

 

O Boca também decepcionou. Mesmo com um meio-de-campo defensivo pouco fez para incomodar os principais jogadores do Milan. Sim, é difícil marcar Kaká pelo seu estilo de jogo e inteligência para fugir da marcação. Mas o BJ não poderia ter dado tanto espaço para os milanistas trocarem passes. E nem ter deixado Rodrigo Palácio tão solitário no setor ofensivo.

 

Até Inzaghi (um Palermo piorado) se consagrou. Como na final da Liga dos Campeões. Quem vai ter coragem de falar que ele é ruim?

 

Uma resposta para “Não foi só Kaká”

  1. Humberto disse

    Eu.
    O Pippo é ruim. Assim como o Gilardino.
    “Obina! Obina!”

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