São Paulo 0 x 2 Santo André
Terça-feira, Fevereiro 3, 2009
Sérgio Guedes não tem cara ou discurso de bom técnico. Mas não há como negar que faz pelo segundo ano consecutivo faz boa campanha no Campeonato Paulista. Foi vice-campeão pela Ponte Preta e deve brigar por uma vaga na fase final em 2009 com o Santo André.
O treinador e os jogadores do Santo André foram os responsáveis pela principal zebra do último final de semana no futebol brasileiro. O Ramalhão foi ao Morumbi e venceu o São Paulo, que não perdia desde a primeira rodada do segundo turno do Campeonato Brasileiro (uuuuufaaaa!) por 2 a 0. E, pelo que vi in loco, não foi sorte (sorte que, aliás, faltou contra o Palmeiras). Pelo contrário.
O São Paulo, claro, estava em um dia ruim. A começar pelas desastrosas atuações de Wagner Diniz, Miranda e Hugo. Pois é… O lateral cavador de pênaltis jogar mal, não é de se assustar. Elvis (lembram dele, flamenguistas?), improvisado na lateral-esquerda, não perdeu uma para o ex-vascaíno, que parecia medroso no Morumbi.
Mas Miranda foi uma surpresa. Fazia tempo que não via um zagueiro de qualidade dar tanto espaço para um atacante como Júnior Dutra no segundo gol do Santo André.
Mas não foi só isso que aconteceu no Morumbi, em uma partida sem graça, principalmente porque a tática prevaleceu em detrimento do talento, que pouco apareceu no Morumbi e pouco influiu no resultado final.
Jean, o jogador do São Paulo que mais participou do jogo, ficou sobrecarregado. Com Hugo se escondendo entre os marcadores do Santo André, Hernanes anulado por Ricardo Conceição e os laterais pouco inspirados, sobrou para o volante. E ele não deu conta. Até por estar sobrecarregado na marcação, já que o Santo André jogava com três meias rápidos.
Por isso, foi fácil parar o São Paulo. O time era previsível e lento e com menos de dez minutos perdia por 1 a 0 por conta de uma jogada bem ensaiada do Santo André.
Muricy pouco ajudou. Não conseguiu mudar o estilo de jogo do time no intervalo e mexeu mal no segundo tempo. É verdade que Wagner Diniz não poderia continuar em campo e Arouca seria uma boa opção para atuar pela direita. Só que o treinador colocou o ex-Fluminense no meio-de-campo. E passou Rodrigo para lateral. Não deu certo.
Só tirou Hugo porque o meia passou mal. E mexeu mal novamente. A escolha correta seria por Júnior César, com Jorge Wagner passando para o meio-campo e auxiliando o ex-Flu pela lateral. O treinador colocou Dagoberto. E o São Paulo com três atacantes só ficou mais desorganizado. Depois, não adianta ser mal educado na coletiva…
Enquanto isso, o Santo André manteve a mesma postura durante 90 minutos. Marcação forte, por pressão quando possível e sempre preocupada com os alas e os meio-campistas adversários. E saída em velocidade nos contra-ataques com meias habilidosos (pois é… Marcelinho ainda tem lenha pra queimar).
Um estilo parecido com o do São Paulo – até para decidir o jogo em momentos cruciais. O time do Morumbi foi picado com o próprio veneno.
Estadual fica um pouco mais difícil para o Atlético
Segunda-feira, Fevereiro 2, 2009
A fase de classificação do Campeonato Mineiro sempre vale pouco. Em 2009, tem ainda menos importância, já que 8 de 12 times avançam na competição (é de envergonhar ver que clubes como Atlético e Cruzeiro aprovem um regulamento desses). Por isso, os empates do Atlético não são desesperadores, já que o time vai classificar com facilidade. Mas deixam o time com menos chances de conquistar o título estadual.
Com quatro pontos atrás do Cruzeiro (adversário que realmente interessa e preocupa), o Atlético entrará no clássico do dia 15 precisando vencer para encerrar um incômodo jejum e manter boas chances de terminar a primeira fase do Campeonato Mineiro à frente do principal adversário. Afinal, os dois times se encontraram nas cinco últimas finais do Estadual.
É verdade que nesses cinco duelos nem sempre venceram os times que entraram com a vantagem de jogar por dois resultados (os times em desvantagem se saíram melhor duas vezes). No entanto, todos os confrontos foram ‘decididos’ no primeiro clássico. Ou seja, um resultado nunca foi revertido no segundo duelo. É, sem dúvida, um dado relevante.
Por isso, é bom o Atlético se ajeitar até o dia 15. Ou, ao menos, para as finais. Porque não será fácil reverter um resultado negativo sem um banco de reservas que ajude a alterar o estilo de jogo da equipe e um goleiro confiável. Se isso não acontecer, vamos apostar novamente no tradicional poder de superação (até mesmo de limites) do Galo e dos atleticanos.