Oeste 1 x 2 Santos

Segunda-feira, Março 9, 2009

Faltou dignidade aos dirigentes do Oeste. Transferir um jogo contra o Santos para o Pacaembu é daqueles absurdos que me fazem torcer pelo rebaixamento da equipe para a Série A2 do Campeonato Paulista. Mas, afinal, o que esperar de um clube que armou um empate com o Mogi Mirim, no ano passado, para conseguir o acesso?

Sábado, mesmo jogando contra mais de 20 mil torcedores, os jogadores mostraram que não merecem cair. A campanha do Oeste é pífia, mas curiosamente a equipe tem feito duelos equilibrados com times grandes. Foi assim contra São Paulo e Santos. O time de Itápolis teve boas chances para terminar o primeiro tempo contra o time da Baixada vencendo. O estreante técnico Luciano Dias surpreendeu ao colocar um time ofensivo em campo. Com isso, a equipe de Itápolis marcava o Santos em seu campo e confundia o adversário.

Os zagueiros do Santos em noite (que horário, hein FPF e SporTV…) pavorosa contribuíam com o adversário. Mas Caíque decidiu retribuir o auxílio ao perder a melhor chance de gol de toda partida. Do Santos, só se viu laterais inoperantes, Roni completamente isolado no ataque, uma (e só uma) grande jogada de Molina e muita entrega de Madson.

A apatia santista teve imensa responsabilidade do técnico Vagner Mancini, que colocou a equipe em um medroso 3-6-1. O esquema deu certo contra o São Paulo, mas jamais poderia ser utilizado diante do Oeste. Pior foi a decisão de colocar mais um volante (Germano, que entrou bem) com a lesão de Adaílton. Roni ficou muito isolado.

Mancini consertaria seu erro no início do segundo tempo, com a entrada de Neymar no lugar de Molina. Afinal, o Santos passou a ter dois atacantes, a torcida voltou a incentivar o time (até pela histeria para ver a primeira partida da promessa Neymar entre os profissionais) e o Oeste passou a ser sufocado.

Os gols saíram naturalmente. Antes disso, Neymar quase fez um golaço, naquele que teria sido mais um momento histórico para se guardar. Roni marcou, Madson também e o Oeste diminuiu.

A vitória manteve o Santos forte na briga pela quarta vaga nas semifinais do Paulistinha (melhor assim, como a torcida do Palmeiras gritou contra o Colo Colo), ao lado de Santo André e Portuguesa. Mas é bom ser mais ofensivo. Ou o time irá sofrer, depender demais de Kleber Pereira e até ficar fora da fase final (o Santo André é o meu favorito).
O confronto de sábado foi o segundo entre Oeste e Santos. O primeiro ocorreu em 2004, quando o time de Itápolis jogou na elite do futebol paulista pela primeira vez. Acabou rebaixado ao perder 12 pontos por escalar jogadores irregulares. Faz tempo que esse time tem problemas jurídicos…

O jogo terminou 1 a 0 para o Santos, gol de Jerri. Confiram a escalação do time na partida, disputada em 21 de janeiro de 2004, na primeira rodada do Estadual:

Júlio Sérgio; Paulo César, Pereira, André Luís e Léo; Claiton, Renato (Daniel), Preto Casagrande (Leandro) e Jerri; Basílio e Róbson. Técnico: Emerson Leão.

ATLÉTICO 4 x 0 UBERLÂNDIA

Segunda-feira, Março 2, 2009

A vitória por 4 a 0 sobre o Uberlândia serviu para comprovar que o Atlético serviu para comprovar (para quem ainda não tinha certeza mesmo após a boa atuação no clássico contra o Cruzeiro) que o time está muito mais forte do que em 2008. Mais do que isso, o Galo vai brigar pelo título do Campeonato Mineiro, mesmo que o rival Cruzeiro tenha um time superior e melhores opções no elenco. Mas o Atlético vem forte para uma decisão imprevisível e também tem o direito de sonhar na Copa do Brasil.

A tarde de sábado no Mineirão foi recheada de boas novas. A começar, pela presença em bom número de atleticanos – 24.198 pagantes – para uma partida que não valia rigorosamente nada. É até cansativo falar da força da Massa.

O Atlético fez o dever de casa. E com primor. Tratou de deixar o duelo fácil marcando um gol apenas aos dois minutos do primeiro tempo. Continuou no ataque, respeitou o adversário e logo achou o segundo gol do duelo. A goleada, que seria sacramentada no segundo tempo, já estava desenhada.

O Atlético tem um time com desenho tático e que sabe o que pretende em campo – a tão falada objetividade. Pode parecer pouco, mas só com Marcelo Oliveira o time teve arremedos de organização em 2008. Leão, tão questionado por esse escriba, parece ter sinergia com o elenco atleticano. Ninguém brincou, ou fez firula em um jogo que tinha tudo para descambar para a letargia. É a cobrança do treinador.

A cereja do bolo foi a velocidade do ataque atleticano. Eder Luís e Diego Tardelli estão entrosados e já conseguem fazer jogadas em ritmo acelerado. Melhor, boa parte do time acompanha o ritmo dos dois atacantes, com destaque para o garoto Marcos Rocha. Está claro que esta será a marca do Galo em 2009. E Renan Oliveira ainda nem jogou em 2009.

Kleber não funcionou

O jogo era pra Kleber. Como todos armadores machucados, Leão resolveu apostar em três atacantes, com o garoto sendo a referência do ataque. Pode ter sido pela inexperiência ou por ter sentido a pressão de ser titular pela primeira vez, mas o que ficou foi a atuação apagada de Kleber. Logo nos primeiros minutos deixou a grande área do Uberlândia e ficou encostado na ponta direita. Lutou, mas faltou ser incisivo. Anda não está pronto para ser titular.