Não houve surpresa na noite de sábado no Maracanã. Apoiado por 20 mil fiéis torcedores, o Flamengo fez o papel que lhe cabe, de um dos gigantes do futebol brasileiro, e derrotou o Ceará por 1 a 0. Mas, como esperado, o confronto teve poucas tramas ofensivas.
Até sábado, Flamengo e Ceará acumulavam, respectivamente, 12 e dez gols em 13 rodadas no Campeonato Brasileiro. As duas defesas, porém, com bom rendimento têm permitido que as duas equipes permaneçam entre as dez primeiras colocadas. A boa campanha pré-Copa também contribui para isso.
A situação pode agradar ao Ceará, mas está muito aquém das pretensões flamenguistas. Atual campeão nacional, o rubro-negro não dá demonstrações de ter força para conquistar o heptcampeonato e tampouco parece ter capacidade para conquistar uma vaga na Libertadores de 2011.
O sábado era de novidades no Flamengo, com as estreias do meia Renato e do atacante Leandro Amaral, mas o futebol foi praticamente o mesmo apresentado na sequência de quatro partidas sem vitórias e três jogos sem marcar gols.
Com Leandro Amaral fora de ritmo de jogo e mais uma atuação apagada de Val Baiano, restou ao Flamengo contar com os avanços dos meio-campistas e do lateral-direito Léo Moura para ameaçar a defesa do Ceará. Foi assim que Léo Moura e Willians caíram na grande área em lances duvidosos no primeiro tempo. Na jogada do volante, o árbitro Wagner Reway marcou pênalti. Petkovic converteu a cobrança e definiu o jogo.
A vitória magra e o desempenho apagado foram muito pouco para o torcedor flamenguista, que externou sua decepção com vaias ao final da partida. Insatisfação que parece ser rotina no rubro-negro em 2010. Para encerrá-la, Rogério Lourenço poderia apostar em um esquema com três zagueiros, dando muita liberdade aos laterais, além de confiar no talento de Willians e Petkovic. Mesmo assim, ainda parece pouco para o atual campeão brasileiro.