Gilberto Silva (“Esse negócio de provocar ficou até chato com o passar do tempo”) e Juan (“Podem falar o que quiserem”) deram o tom oficial. Ao menos com jornalistas e microfones por perto, o Brasil não vai entrar em polêmica e rebater provocações de Maradona e jogadores da Argentina, como Tevez (“vamos comer o Brasil”).

O politicamente correto faz a postura da seleção brasileira ser exaltada para não inflamar fatores extracampo para o clássico de sábado. O plano parece ser evitar tentativas de intimidação e evitar o surgimento de um clima hostil. Tudo certo, desde que o comportamento não se torne apatia.

Em situação complicada nas Eliminatórias, a seleção argentina está mobilizada para o jogo com o Brasil. Tanto que Messi deixou o Barcelona de lado, se apresentou com antecedência, mostrando que desde o fim da temporada 2008/2009 sua única preocupação é o clássico de sábado.

Messi não é exceção. E além do campo pequeno, da torcida vibrante próximo ao campo, o adversário do Brasil será um time extremamente concentrado, sedento por vitória. O time de Dunga, claro, não precisa encarar a partida de sábado como a última da vida, já que está praticamente classificado para a Copa da África do Sul. Mas não pode faltar mobilização.

Não custa lembrar que nas Eliminatórias para a Copa da Alemanha, o Brasil voltou do ‘seguro’ Monumental de Nuñez com um chocolate. E isso sem provocações e caldeirão. Portanto, será necessário concentração, jogadas bem tramadas (obrigação de uma equipe com poucas mudanças em relação ao título da Copa das Confederações). O entrosamento não pode ficar só nas respostas politicamente corretas.

Palmeiras em vantagem com empate oxo

Terça-feira, Setembro 1, 2009

Domingo ensolarado (e isso é bem raro) em São Paulo, líder e terceiro colocado do Campeonato Brasileiro em campo, mais de 35 mil ingressos vendidos antecipadamente, reencontro de Muricy com o São Paulo e ex-jogadores e jogo decisivo. Não faltavam atrações para transformar o Choque-Rei de domingo em um jogo imperdível, até para torcedores de outros clubes. Mas o clássico decepcionou.

Não era, porém, para tanto. São Paulo e Palmeiras fazem boa campanha e são dois dos favoritos ao título brasileiro por conta, principalmente, do bom trabalho defensivo. Do meio para frente, o talento costuma resolver. Mas nem sempre contra sistemas defensivos como os que enfrentaram no domingo. E em um jogo tenso e com os jogadores sob pressão psicológica.

O Palmeiras travou o São Paulo no início do clássico com uma estratégia manjada, porém eficiente. Como faz mesmo fora do Palestra Itália, adianta a marcação, joga para frente, dificulta a saída de jogo dos zagueiros e volantes adversários. E ainda tinha Edmílson com uma saída de bola qualificada. Foram em erros de Rogério Ceni e André Dias que criou suas duas principais chances de gol no primeiro tempo. Mas Pablo Armero e Diego Souza não foram eficientes para colocar o Palmeiras em vantagem.

A estratégia palmeirense, que foi mantida mesmo após a saída de Maurício Ramos por lesão, foi alterada no intervalo. Tudo por conta de um jogador do São Paulo. Mesmo em um dia ruim do seu meio-de-campo, a equipe criou as principais oportunidades de gol após os 20 minutos. Se perdia o duelo tático, tinha o talento de Dagoberto, em boa fase e ligado no jogo. Foram dos pés do atacante que saíram as principais chances da equipe. Mas Marcos tratou de mostrar que o seu momento é esplendoroso e parou os principais ataques são-paulinos.

Os quatro pontos de vantagem e os sustos provocados por Dagoberto fizeram Muricy mudar o Palmeiras, descartar qualquer possibilidade ousadia, congestionar o meio-de-campo com a entrada de Souza e apostar que um dos dois talentosos meias iria decidir o jogo. Defensivamente, deu certo. Danilo, que já vinha bem no primeiro tempo, manteve o ritmo e evitou avanços perigosos na área palmeirense. Dagoberto, cansado e sem um bom parceiro, sumiu em campo. Mas Cleiton Xavier (e depois Deyvid Sacconi) também. E Diego Souza não estava inspirado. Restaram os avanços do incansável Armero. No melhor deles, o colombiano parou em um atento Rogério Ceni.

Faltou também o centroavante que Obina mostrou, mais uma vez, que não pode ser. Miranda, em mais uma tarde sem erros, teve pouco trabalho para barrar os atacantes palmeirenses. A esperança palestrina estava no estádio. Vágner Love, que na última vez em que enfrentou o São Paulo marcou dois gols, porém, só assistiu ao jogo em uma das cabines do Morumbi.

Sem Dagoberto, restou ao São Paulo arriscar em finalizações de fora da área e em jogadas aéreas, quase sempre com Jorge Wagner, liberado de ações defensivas por conta da boa atuação de Junior César. Faltou ao time, porém, vontade para diminuir a vantagem do rival no Brasileirão. E a tal gana, tão esperada durante a semana, para vencer Muricy Ramalho.

Apesar do desempenho apenas regular, o Palmeiras parece sair do clássico com mais chances de ser campeão brasileiro por ter um sistema tático mais organizado e mais jogadores que podem decidir. Por isso, apostaria em uma disputa equilibrada com o Internacional. Ao São Paulo, fica a certeza de que quando joga com a bola no chão e acerta as finalizações é muito forte.

Como curiosidade: o São Paulo segue em vantagem na história do Choque-Rei (101 x 96, com 96 empates) e no século (14 x 7, com 10 empates) .

Voltou

Terça-feira, Setembro 1, 2009

Nos estádios só se canta isso. “O Imperador voltou”, “O Kalil voltou”, “O Ronaldo voltou”, “Nosso freguês voltou”, “O campeão voltou” (essa até para times que perdem final em casa…).

Portanto, o Alambrado também voltou.

A fase de classificação do Campeonato Mineiro sempre vale pouco. Em 2009, tem ainda menos importância, já que 8 de 12 times avançam na competição (é de envergonhar ver que clubes como Atlético e Cruzeiro aprovem um regulamento desses). Por isso, os empates do Atlético não são desesperadores, já que o time vai classificar com facilidade.  Mas deixam o time com menos chances de conquistar o título estadual.

Com quatro pontos atrás do Cruzeiro (adversário que realmente interessa e preocupa), o Atlético entrará no clássico do dia 15 precisando vencer para encerrar um incômodo jejum e manter boas chances de terminar a primeira fase do Campeonato Mineiro à frente do principal adversário. Afinal, os dois times se encontraram nas cinco últimas finais do Estadual.

É verdade que nesses cinco duelos nem sempre venceram os times que entraram com a vantagem de jogar por dois resultados (os times em desvantagem se saíram melhor duas vezes). No entanto, todos os confrontos foram ‘decididos’ no primeiro clássico. Ou seja, um resultado nunca foi revertido no segundo duelo. É, sem dúvida, um dado relevante.

Por isso, é bom o Atlético se ajeitar até o dia 15. Ou, ao menos, para as finais. Porque não será fácil reverter um resultado negativo sem um banco de reservas que ajude a alterar o estilo de jogo da equipe e um goleiro confiável. Se isso não acontecer, vamos apostar novamente no tradicional poder de superação (até mesmo de limites) do Galo e dos atleticanos.

Retorno

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Esse blog estava moribundo. Mas agora está de volta.

Hoje tem!

Início

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Não existem regras. Espero que dure algum tempo.