A primeira convocação de Dunga em 2009

Sábado, Janeiro 31, 2009

Virou mania ridicularizar Dunga, mesmo quando não há muitas razões. Mais uma vez, no entanto, o ex-volante, que se tornou treinador porque Ricardo Teixeira precisava amenizar os protestos da opinião pública pela, suposta, falta de raça da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, deu mais alguns motivos para ser criticado na segunda-feira. Afinal, a lista de convocados para o amistoso contra a Itália, em 10 de fevereiro, no Emirates Stadium (o Maracanã da CBF), tem suas obscenidades.

Elas começam pela estranha decisão de não chamar nenhum jogador que atua no futebol brasileiro. “Os atletas brasileiros acabaram de voltar de férias e a musculatura não está pronta para algumas coisas”. Tá bom, Dunga… E então você não chamará ninguém que atua fora do País quando começará a temporada 2009/2010 na Europa? A seleção ficou portanto privada de Miranda, Hernanes, Alex e Ramires, quatro nomes que deveriam ser obrigatórios.

A presença de Felipe Melo já havia sido adiantada em entrevista para a edição de 24 de dezembro de 2008 da Gazzetta dello Sport (entrevista gigante, aliás, que praticamente salvou o meu trabalho numa véspera de Natal evidentemente quase sem nenhuma novidade esportiva). “Analisei o Felipe Melo e me convenci. Acho que ele pode ser chamado para a seleção”, disse.

Nem por isso é preciso concordar. Promessa do Flamengo, reserva no Cruzeiro campeão brasileiro, rebaixado com o Grêmio, boas passagens por times pequenos da Espanha e titular absoluto da Fiorentina – que pagou 11 milhões de euros ao Almería. Bom marcador, mas daqueles que adora dar umas botinadas, e que vai com certa qualidade ao ataque. Mas é muito pouco para chegar à seleção brasileira. Falta currículo e qualidade. Dunga, no entanto, resolveu fazer uma ‘média’ com os italianos. Tanto que chamou outros dez jogadores que jogam na Bota.

Mas não existe maior erro do que chamar Josué. Jogador mediano em quase toda sua carreira, que teve uma boa passagem pelo São Paulo e que até hoje é chamado por suas atuações no Morumbi. Porque no Wolfsburg… Erra passes demais, é baixinho e, portanto, não tem condições de ajudar no jogo aéreo. Simplesmente inaceitável.

E a cabeça de área ainda tem outra convocação difícil de explicar. Anderson, do Manchester United, está machucado. E, se estiver recuperado para enfrentar a Itália, não terá ritmo de jogo. Será que Dunga não acompanha nem os jogos do atual campeão mundial?

Dunga voltou a chamar Ronaldinho Gaúcho. Parece piada, mas o meia-atacante só é chamado quando está em má fase. Foi completamente esquecido em seu início no Milan, quando decidiu várias partidas. Agora, no entanto, perdeu espaço, parece sem vontade e até foi relegado ao banco de reservas. Vai entender a lógica do Dunga…

“É mais fácil segurar um jogador do que ensiná-lo a jogar”, disse o treinador para justificar a convocação de Adriano, pouco depois de ser suspenso por agredir um adversário. Sorte de Adriano. E de Robinho, que fugiu da concentração do Manchester City para passar uns dias no Brasil. Esse definitivamente não é o Dunga que virou técnico para disciplinar a seleção.

E, finalmente, Amauri. “Trazê-lo para um jogo contra a Itália lhe pressionaria demais”. Está certo, Dunga. Nessa você acertou. Acertou? Neste sábado, ele chamou o centroavante da Juventus para substituir Luís Fabiano, contundido. Parece que o treinado esqueceu o que disse na entrevista coletiva de segunda-feira.

CORINTHIANS 2 x 2 BARUERI

Domingo, Janeiro 25, 2009

Ah, o apito amigo…
Tudo indicava que o Corinthians ia começar o Campeonato Paulista com uma surpreendente derrota depois se vangloriar por ter começado a pré-temporada antes dos principais rivais, manter a base que venceu a Série B e contratar bons reforços.

Mas a quinta-feira no Pacaembu foi do Barueri.  O time de três treinadores conseguiu conter André Santos e Douglas (o craque da Série B terá muito a provar em 2009 para ser apontado como um dos melhores 10 do Brasil, ao contrário do que alguns apressadinhos andaram fazendo).

O Corinthians dependia de Alessandro e Cristian. E, claro, nada dava certo. O lateral tentava, tentava e errava. O volante errava passes e atrapalhava a saída de jogo da equipe. Além disso, teve dificuldades para marcar os meias adversários, principalmene enquanto Túlio esteve em campo em nova atuação ruim. Assim, o Barueri abriu 2 a 0 aproveitando-se de atuação tenebrosa de Chicão.

Mas o jogo ainda não tinha acabado. 35 minutos do segundo tempo e Milton Ballerini simplesmente inventa um pênalti para o Corinthians. 2 a 1, pressão da torcida, oportunismo de Jorge Henrique e a partida terminou empatada. Já passaram três dias e a Federação Paulista de Futebol não se pronunciou sobre a arbitragem e nem afastou Ballerini…

Palmeiras atende ao pedido de Marcos

Sábado, Janeiro 24, 2009

No início do ano, Marcos disse que o Palmeiras precisava contratar jogadores experientes, que fossem lideranças dentro de campo. A diretoria demorou muito, mas ao anunciar o acerto com Edmílson mostrou que, se não ouviu o conselho do ídolo, ao menos tem a mesma opinião do goleiro sobre o elenco palmeirense.

Ao contratar Edmílson, o Palmeiras parece buscar um substituto para o Martinez de 2008, que começou o ano como volante e terminou como um dos três zagueiros. Mas as diferenças são muitas e sempre favoráveis ao ex-Villarreal.

Edmílson começou a carreira na zaga e depois passou a atuar também como cabeça de área. Deu certo nas duas funções. Já Martinez nunca conseguiu se sair bem como zagueiro quando tinha apenas um companheiro ao seu lado. Edmílson colecionou títulos em sua carreira. É a tal experiência que Marcos pediu. Ele deve ser escalado na zaga ao lado de Maurício Ramos e Danilo. Só isso já deve satisfazer os palmeirenses, sedentos pela saída do inseguro Jéci. Além disso, é uma esperança de diminuir o número de gols sofridos em jogadas aéreas.

Mas se busca um substituto para Martinez, o Palmeiras corre o risco de reencontrar o Roque Júnior que não teve seu contrato renovado para 2009. Edmílson sofreu com várias contusões em sua carreira, que se não chegaram a macular, atrapalharam sua passagem por Lyon e Barcelona, e até o deixaram fora da Copa do Mundo de 2006. Aos 32 anos, não vinha atuando pelo Villarreal. Porém, ao contrário de Roque Júnior, não vinha passeando por clubes inexpressivos até acertar com o Palmeiras.  Por isso, a aposta é muito boa. E deve dar certo.

SANTO ANDRÉ 0 x 1 PALMEIRAS

Sábado, Janeiro 24, 2009

Melhor do que o esperado

O Palmeiras surpreendeu. Depois de perder dois jogos-treino para times da Série A-2 do Campeonato Paulista (dizem até que já corria risco de ter que disputar a Terceira Divisão do estadual em 2010), conseguiu vencer quando de fato era importante. E se o Santo André não chega a ser um sparring qualificado, também demonstrou que não é nenhum saco de pancadas e que permanecerá, com certa tranquilidade, na elite do futebol paulista.

E a vitória veio mesmo com o esquema sem atacantes (ok, tem o Lenny…), que não deu certo durante a pré-temporada. Mas para isso sofreu. O Santo André dominou quase todo primeiro tempo e o Palmeiras não conseguia encaixar a marcação, principalmente porque o sistema defensivo estava desorganizado com os estreantes Maurício Ramos (teve dificuldades nas bolas alçadas, mas não foi driblado em toda partida) e Danilo. E até Pierre andou abusando das faltas.

A equipe só não sofreu o primeiro gol da temporada graças ao lateral-direito Fabinho Capixaba. E o gol palmeirense surgiu com grande colaboração do limitado lateral (jogador que mais participou da partida, mas errou praticamente na mesma proporção). Além de Capixaba (que dessa vez conseguiu se sair melhor do que Jefferson), ajudaram Lenny – ponto para Luxa, que preferiu escalar o atacante ao ex-Vitória Williams, que, afinal é meia e não tem o menor cacoete de atacante – e, claro, Cleiton Xavier.

O meia, contratado do Figueirense, foi o principal jogador e surpresa palmeirense em Ribeirão Preto. Fez um belo gol e, ao que parece, não sentiu a pressão de vestir a camisa 10 (enquanto isso Diego Souza segue sonolento e, na quarta-feira, só quis saber de finalizar quando acordava). Deu bons passes, que poderiam ter resultado em outros gols se não fosse a dificuldade dos palmeirenses para finalizar, e mostrou habilidade. É cedo, mas é um sopro de criatividade no Palmeiras.

A sorte também esteve ao lado da equipe, já que o Santo André colocou duas bolas na trave. Mas se o time de Luxemburgo conseguir melhorar a marcação, pode dar certo em 2009 apostando na velocidade (e ainda tem Keirrison, Armero e Edmilson). O Palmeiras passou no primeiro teste.

O Paulistão começou

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

O Campeonato Paulista começou nesta quarta-feira. Inchado, como sempre. Poderia ser um tremendo torneio se fosse disputado por 12 times. Mesmo assim tem seu valor.

Palmeiras e São Paulo estrearam nesta quarta-feira. É hora, portanto, de escrever um pouco sobre os dois times.

PALMEIRAS

O sonho de terminar 2008 com o título do Campeonato Brasileiro acabou da pior forma possível, já que os palmeirenses viram o rival São Paulo conquistar o tricampeonato. Depois, o torcedor teve que aguentar a festa corintiana por Ronaldo e a chegada de Washington ao time do Morumbi. E ainda sofreu com a saída do ídolo Kléber, que quase foi parar no rival Corinthians.

O cenário é ruim, mas não acho que o Palmeiras se enfraqueceu para 2009. E Luxemburgo não está errado ao dizer que o time mudou suas características. O time deste ano aposta na velocidade e na juventude. Os principais reforços que chegam ao clube – Keirrison, Marquinhos, Cleiton Xavier – mostram isso. Realizar essas escolhas em ano de Libertadores pode não ser o mais correto, mas o time não é fraco.

 O time, claro, tem deficiências. O Palmeiras segue com problemas nas laterais. Armero é incógnita. Mas e na lateral-direita? Ali o Palmeiras não tem ninguém. O ataque é a principal preocupação. Keirrison é muito, muito bom. Mas precisa de um parceiro. E esse companheiro não existe no elenco. Para suprir isso, Luxemburgo pode apostar em três meias: Diego Souza, Cleiton Xavier e Marquinhos. Se cada um encontrar seu espaço, pode dar certo.

A marcação e a saída segura de jogo de Pierre serão fundamentais se Luxemburgo encher o time de meias criativos, mas pouco afeitos a marcação. A experiência e a qualidade de Marcos e Edmilson também podem ajudar nos momentos em que um líder em campo se faz necessário para não deixar a partida degringolar.

Portanto, acho que a cornetagem (tão comum, tão irritante dos palestrinos) foi exagerada. Os reforços demoraram para chegar, o time dificilmente vai ser campeão da Libertadores e nem é o melhor de São Paulo. Mas é bom. Dá pra ter alguma esperança.

SÃO PAULO

O São Paulo se reforçou para 2009 com excelentes apostas, como Arouca, Júnior César e Washington, e nomes arriscados, casos de Wagner Diniz, Renato Silva e Eduardo Costa. Mas o que mantém o São Paulo forte e com time capaz de lutar por todos os títulos que disputar é a manutenção da base que atropelou no segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Afinal, o São Paulo segue com a qualidade de Jorge Wagner nas bolas paradas, a segurança de Miranda, a liderança de Rogério Ceni e a eficiência de Hernanes.

 Se este foram os pilares da conquista do título nacional, o São Paulo teve outros quatro coadjuvantes: Hugo, Borges, Dagoberto e André Dias. É difícil acreditar que eles apresentarão a mesma qualidade em 2009, mas se isso acontecer será muito difícil vencer o São Paulo.

Até porque o time de Muricy terá Washington, o centroavante responsável por uma das grandes vitórias do futebol brasileiro (e a principal frustração do São Paulo) e um dos maiores artilheiros do Brasil em atividade.  

Se não dá pra esquecer o gol do centroavante no Maracanã, também é de se lembrar que o futebol pouco vistoso do São Paulo não tem conseguido bons resultados em duelos eliminatórios. E vai ser assim, novamente, que o Paulistão será decidido.

Retorno

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Esse blog estava moribundo. Mas agora está de volta.

Hoje tem!

Elogios em excesso são um problema

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Eder Luís encerrou 2007 como principal estrela do elenco atleticano, quiçá do futebol mineiro. Foi decisivo nas últimas partidas do Galo no Campeonato Brasileiro, ao fazer belos gols e ao dar uma série de assistências, que permitiram ao time a encerrar a participação no torneio de forma menos decepcionante. Além de ter arrasado o Cruzeiro no Estadual.

Os elogios ao final da temporada vieram. Até pela falta de estrelas, alguns foram em excesso. Eder Luís chamou a atenção de outros times. A diretoria atleticana rejeitou proposta do futebol russo e sondagens dos quatro grandes clubes de São Paulo. Ziza Valadares agiu bem ao manter o atacante no elenco.

O problema é que Eder Luís recebeu um status que não consegue carregar. Ele está longe de ser um craque. Melhorou muito em relação ao momento em que subiu ao profissional. Aprendeu a fazer gols. Mas deveria ter sido tratado como mais uma promessa em ascensão no futebol brasileiro. Agora, a pressão é grande e o atacante não está conseguindo corresponder.

Para piorar, o Atlético repatriou Marques, que desempenha função muito semelhante. Ídolo da torcida, experiente, jogador que sempre ‘chama’ o jogo, o Calango, como é chamado pelos companheiros de clube, ofuscou o talento de Eder Luís. A revelação alvinegra tenta buscar novos espaços para atuar, mas não consegue se dar jogando entre os zagueiros.

Como é a principal aposta da diretoria do Galo para ser negociado com o futebol europeu, Eder Luís dificilmente sairá do time titular. Foi assim diante do Social. E foi assim que o Atlético ficou sem força ofensiva pelos flancos no primeiro tempo da partida do último domingo. Porque quem poderia furar a retranca estava no banco de reservas.

Luxemburgo precisa melhorar

Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

“Eu não nasci para perder. Vou identificar no grupo quem tem o meu perfil e age como eu. Acredito em mim e vou fazer o Palmeiras campeão. Se eu descobrir que tem gente que pensa diferente, vou ter que fazer reposição”.


Cinco jogos, duas vitórias, um empate e uma derrota. O início da temporada palmeirense não chega a ser assustador, mas deve estar deixando alguns torcedores preocupados. Mas com a declaração de Vanderlei Luxemburgo (acima), o treinador parece querer por tudo a perder.

A seqüência de fracassos do Palmeiras na temporada 2007 não tiveram apenas Caio Júnior como culpado. O treinador errou no primeiro jogo diante do Ipatinga na Copa do Brasil, ao deixar Edmundo e Valdivia em São Paulo, e na última partida do Brasileirão, ao deixar Caio no banco de reservas.

No entanto, a falta de jogadores mais tarimbados para decidir partidas decisivas e a pressão para pôr fim à seqüência de temporadas sem títulos. Ou seja, faltou principalmente mentalidade vencedora ao time palestrino. Foi por isso que a torcida perdeu a paciência com Caio Júnior, mesmo com a maioria dos palmeirenses reconhecendo que o treinador não fez um trabalho ruim. E também foi por isso que a diretoria decidiu contratar Vanderlei Luxemburgo, técnico mais vitorioso do futebol brasileiro.

A troca de treinadores deixou o bom-mocismo de Caio Júnior no passado pelos palavrões e cobranças nos jogos e treinamentos. Alguns jogadores, inclusive, comentaram em entrevistas sobre esta mudança de estilo.

Esculhambar o elenco após o segundo revés da temporada (empatar com o Mirassol não pode ser considerado bom resultado), no entanto, não é o procedimento correto. A derrota desta quarta-feira acende um sinal amarelo por ter acontecido na seqüência de um empate como mandante.

É a hora de parar de responsabilizar a arbitragem, que deixou de marcar três pênaltis ontem (um para o Ituano). Tal vício é antigo e não sem razão, afinal o Palmeiras foi, provavelmente, o time mais prejudicado por arbitragens no último Campeonato Brasileiro.

Mas o momento é de perceber também que Luxemburgo não deveria estar apenas avaliando. Mas também de ser avaliado. Será que vale a pena um salário tão alto? O treinador que chegou ao clube afirmando estar sedento por vitórias e querendo repetir o sucesso das temporadas 1993, 1994 e 1996, parece continuar longe dos seus melhores momentos.

O treinador teve carta branca por dois anos no Santos para contratar e dispensar quem quisesse. Gastou e ganhou muito dinheiro. E conquistou somente dois Estaduais. Que quase escaparam de suas mãos. Em 2006, perdeu jogo decisivo para o São Paulo. No ano passado, o gol do título saiu em um lance de sorte e no último minuto da partida.

Será apenas coincidência que todos gols sofridos pelo Palmeiras neste ano foram em cruzamentos? Não adianta apenas ‘não ter nascido para perder’. É preciso ensinar os seus comandados a aprender a evitar novos tropeços.

Em 2007, após a decisão do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro decidiu afastar jogadores caros e experientes, como Giovanni, e apostar em atleta jovens e baratos. Apareceram na Toca da Raposa II nomes como Marcelo Moreno, Fernandinho e Ramires. A má campanha nas rodadas iniciais do Brasileirão apontavam para um novo fiasco, mas a Raposa se recuperou e conseguiu se classificar para a Taça Libertadores.

 

O torcedor celeste, no entanto, ficou um gosto amargo ao final da competição nacional. E não foi só por ter que torcer para o rival Atlético na última rodada. O cruzeirense chegou a sonhar com o título após atuações irretocáveis. No entanto, inexperiente, a Raposa derrapou nos últimos jogos do Nacional.

 

O posicionamento da diretoria do Cruzeiro ao sair em defesa de Guilherme no conflito com Roni deu indicativos de que o clube continuaria apostando nas promessas em detrimento aos medalhões. As contratações realizadas para a temporada 2008 confirmaram a manutenção desta aposta.

 

Demitir Dorival Junior parece ter tido o objetivo de responsabilizá-lo pela oscilação cruzeirense. A contratação de Adílson Batista para o comando celeste pareceu, em um primeiro momento, uma escolha correta, já que o treinador fez bom trabalho nas temporadas 2005 e 2006 no Figueirense e era um dos poucos bons nomes disponíveis no mercado.

 

A torcida do Cruzeiro, no entanto, não gostou. Queria um treinador mais tarimbado para a disputa da Taça Libertadores. E ficou ainda mais insatisfeita com os reforços contratados. Afinal, o clube não anunciou nenhum reforço de impacto. A grande maioria das caras novas celestes trabalharam com Adílson Batista, o que lhe vale a primeira crítica e o primeiro questionamento, já que a inexperiência do treinador ficou latente neste início de trabalho.

 

Apodi, principal destaque do Vitória na Série B de 2007, é a única aposta confiável da diretoria cruzeirense. O lateral-direito baiano demonstrou ter muita qualidade na temporada passada e chega para uma posição carente no elenco da Raposa. Jonathan, Mariano e Ângelo jamais passaram confiança para os torcedores celestes.

 

Os outros reforços terão que primeiro conquistar espaço na equipe titular. O goleiro Andrey não tem vaga garantida nem no banco de reservas. Eltinho chega para a lateral-esquerda, que já é bem ocupada por Fernandinho. E o Cruzeiro ainda contratou quase um time de volantes: Elicarlos, Marquinhos Paraná, Fabrício e Henrique. Será que Ramires e Charles, que fizeram um bom Brasileirão, não são confiáveis?

 

Se o elenco parece ser suficiente para disputar o título do Campeonato Mineiro não empolga para a Taça Libertadores. Faltam jogadores experientes. Faltam peças que possam decidir um mata-mata. Faltam bons zagueiros e atacantes. Confiar em Fábio e Wagner em uma decisão? É melhor torcer para Guilherme estourar e se tornar um craque indiscutível. Ou torcer para que alguns dos argentinos especulados – Tuzzio, Castroman, Falcao Garcia – sejam contratados. Mas se tratando dos irmãos Perrella é sonhar um pouco demais.

Provável time titular: Fábio; Apodi, Leo Fortunato, Thiago Martinelli e Fernandinho; Ramires, Charles, Fabrício e Wagner; Guilherme e  Marcelo Moreno.

Time reserva: Andrey; Jonathan, Emerson, Thiago Heleno e Eltinho; Henrique, Marquinhos Paraná, Leandro Domingues e Kerlon; Roni e Nenê.

Outros jogadores: Lauro, Flavio Henrique e Bruno (goleiros); Mariano, Ângelo e João Victor (laterais); Simões , Wellington, Maicon e Eliezio (zagueiros); Leo Silva, Daniel, Jardel, Paulinho Dias, Luis Alberto, Lucio, Fernando e Aldo (volantes); Marcinho, Maicosuel e Sandro (armadores).

Flamengo ainda mais forte em 2008

Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

É inegável. O Flamengo é o time brasileiro com o maior poder de mídia do Brasil (alguns até dizem tratar-se da flaprensa). E isto é óbvio diante da imensidão de sua torcida. Assim, diante da sensacional arrancada rubro-negra na reta final do Campeonato Brasileiro, que culminou com a improvável classificação para a Taça Libertadores da América, o time voltou a ser a equipe mais comentada no futebol brasileiro. Difícil lembrar qual foi o último momento em que isso aconteceu.

Se no segundo semestre Márcio Braga acertou ao não negociar nenhum jogador, trazer bons reforços para a recuperação rubro-negra no Brasileirão, além de conseguir o adiamento de algumas partidas,  agora o presidente e Kleber Leite têm feito o possível para levar o Flamengo a um novo período de conquistas.

A lista de reforços rubro-negra é boa e deve deixar a equipe ainda mais forte. Rodrigo era pretendido por vários times e formará uma excelente dupla com Fábio Luciano. Kleberson é meio-campista experiente e multifuncional. Jônatas é bom volante (principalmente se for comparado com a média do futebol brasileiro).

Marcinho e Gavillan são incógnitas. O volante paraguaio, reprovado nos exames médicos, foi contratado pela “experiência em Libertadores”. Muito pouco para um jogador de qualidade duvidosa em um elenco recheado de jogadores da mesma posição. Já o ex-atleticano é bom jogador, mas precisa deixar as baladas de lado, que atrapalharam o seu rendimento, em 2007, no Galo. Ligado, é um bom camisa 10. Também sabe jogar mais recuado, já que marca bem. Seria uma boa opção para a saída de jogo.

Portanto, o Flamengo terá um meio-de-campo muito forte em 2008. Mesmo que seja correto questionar o excesso de reforços para o meio-de-campo, setor que funcionou muito bem na reta final do Brasileirão. Mas garante favoritismo ao time no Campeonato Carioca e o coloca como um forte desafiante ao São Paulo no Nacional. Mas não parece suficiente para a conquista da América.

Falta para o time rubro-negro, além de reservas de qualidade para as laterais, jogadores ofensivos confiáveis. A aposta em Renato Augusto é correta. O garoto já mostrou lampejos de bom jogador, mas terá um prova de fogo nas fases decisivas da Libertadores. Mas é problemático ter que depender de Obina, Maxi e Souza. Os dois centroavantes têm porte para encarar qualquer zaga, mas falta qualidade técnica. Sim, Souza foi decisivo para a classificação do Flamengo para a competição internacional. Mas não dá para confiar que a boa fase se estenda.

Nesse momento, Ronaldo parece ser apenas um sonho impossível. E Diego Tardelli seria apenas uma aposta arriscada. Mais arriscada que as opções disponíveis para Joel Santana.

Provável Flamengo para iniciar 2008: Bruno; Léo Moura, Fábio Luciano, Rodrigo e Juan; Cristian, Jônatas, Kleberson, Ibson e Renato Augusto; Souza.

Reservas: Diego; Luizinho, Ronaldo Angelim, Rodrigo Arroz e Egidio; Jailton, Gavillan, Toró e Marcinho; Maxi e Obina.

Outros jogadores: Marcelo Lomba e Paulo Victor (goleiros); Thiago Sales e Marlon (zagueiros); Rômulo, Léo Medeiros, Hugo Colace, Vinicius Colombiano, William Amendoim e Erick Flores (meio-campistas); Paulo Sérgio e Kayke (atacantes).

Técnico: Joel Santana